quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

MILITANCIA ANARQUISTA HOJE


O que é ser militante anarquista em Portugal hoje?
Devemos reflectir a participação militante em organizações anarquistas actualmente, e pensar para que somos militantes e como o somos.
Da minha experiência penso estar na altura de reflectir o extremo empenhamento num movimento e causa , isto sem uma visão derrotista e de desistência, note-se, mas tão só pensar o molde e modelo da actuação militante individual.
Vejo que há quem permaneça de forma triste em organizações libertárias por uma questão de fé na causa, quando não vê nenhum acto prático que lhe interesse,ou quando lhe vê recusada a acção e iniciativa e até a intervenção escrita por este ou aquele militante, e aí é o desanimo.
Mas continua-se a militância com fé num dia melhor, em que alguém decida que podemos agir e como e nós os outros militante aceitemos um pouco de acção, até porque agora só daqui a uns tempos é que se pode agir porque agora isto e aquilo...
E lá vamos com fé na historia anarquista, na tradição e no Bakunin na internacional e o raio.
Mas não podemos agir de uma forma mais activa e visível porque alguém diz que há não sei que lei que ninguém viu que diz: ah e tal não podemos existir como queremos e com os objectivos que temos
E os objectivos esses estão lá no papel, queremos ter sindicatos e o raio, mas alguém quer fazer um sindicato ou coisa que nos leve para lá, dar um passinho que seja, alguém diz: ah não porque porque...
Queres te mexer minimamente mas alguém dita e está dito, não podes!
Até porque não vês militante nenhuns á tua frente e os que estão são nada e não dá sequer para o gasto e funcionamento mínimo, mas podes dizer que a organização existe, pelo menos mantens a sigla e pronto!
És um militante de algo que bom, podes mostrar aos amigos o emblema e sentires-te importante, com sorte engano um amigo e digo que somos milhares, pelo menos!
Assim até dá gosto ser militante e andar sempre a pensar na causa, mas não podes agir " ah porque isto e aquilo", e lá andas por fé.
Hoje a militância pelo menos a minha e suspeito que de mais alguém é uma questão de fé: fé numa revolução longínqua (sim, porque sempre soubemos que não é para amanhã, por isso nisto não nos podem acusar de desperdício de tempo e energia).
Tens fé que um dia a tua organização cresça, tens fé que um dia possas agir no terreno social que pretendes, tens fé que não impliquem com o que escreves: "ah porque porque!".
Tens muita fé em tudo embora sejas ateu, mas continuas na militância porque tens fé.
É preciso muita fé e paciência.
Mas é essencialmente uma questão de fé.

ALEXANDER BERKMAN

Alexander Berkman (21 de novembro de 187028 de junho de 1936) foi um escritor e ativista anarquista nascido na Rússia, figura de destaque do movimento anarquista nos Estados Unidos no início do século XX.
Nascido na cidade de Vilnius no Império Russo immigrou para os Estados Unidos em 1888. Viveu na cidade de Nova Iorque, onde se envolveu com o movimento anarquista. Foi amante e companheiro de longa data da anarquista Emma Goldman.
Em 1892, Berkman tentou assassinar Henry Clay Frick em um ato de propaganda pela ação. Ainda que Frick tenha sobrevivido do atentado contra sua vida, Berkman passou 14 anos na prisão. Sua experiência na prisão foi a base de seu primeiro livro, Memórias de um Anarquista Aprisionado.
Após ser solto da prisão, Berkman assumiu a função de editor do periódico libertário Mother Earth fundado por Emma Goldman, e estabeleceu seu próprio jornal, The Blast.
Em 1917, Berkman e Goldman foram sentenciados a dois anos na cadeia por conspiração contra o recém-ploclamado alistamento obrigatório nos Estados Unidos. Depois de sua soltura, eles foram sentenciados junto com centenas de outros progressistas- e deportados para a Rússia. Inicialmente apoiador da revolução bolchevique naquele país, Berkman rapidamente fez conhecer sua oposição ao uso soviético da violência e a repressão das vozes dos autonomistas. Em 1925, ele publicou um livro sobre suas experiências, O Mito Bolchevique.
Enquanto viveu na França, Berkman deu continuidade ao seu trabalho de apoio ao movimento anarquista, produzindo a clássica exposição dos princípios anarquistas, Agora e Depois: O ABC do Anarquismo Comunista. Sofrendo de graves problemas de saúde, Berkman cometeu suicídio em 1936.

sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

REFLEXÕES

Tendo-se iniciado o novo ano é tempo e costume de reflectir sobre o passado, sobre coisas que deveríamos ter feito anteriormente e não fizemos.
É tempo de quem deseja uma profunda mudança social em Portugal comece a trabalhar para ela.
Não só os anarquistas devem pensar em trabalhar para uma nova forma de organização social no país em que vivemos, mas mais aqueles que se queixam diariamente das suas condições sociais e económicas, ou seja: as populações.
São as populações que têm sofrido o desemprego, a fome e outras misérias de correntes da miséria de organização politica e social que têm o direito e dever de dar a resposta cabivel á actual situação.
São os já setecentos mil desempregados que formam um " exército" com capacidade de revolta social e meios para uma respectiva viragem do sistema e poder actuantes.
Há que ter a noção de que é a classe politica e económica nacional que tem tido a responsabilidade pelo descalabro da vida social e económica de quem trabalha e quer trabalhar, muito ao contrario destes.
Não se prevêem para Portugal grandes revoltas sociais como na Grécia ou França, mas porque estes países não têm trabalhadores acomodados ao pouco que têm e estão sempre disposto a tudo com uma energia e atitude que os portugueses não possuem, pois estão sempre á espera que o poder politico lhes resolva tudo, porque apesar de tudo ainda confiam nos políticos e já estão habituados a queixarem-se, é quase uma tradição nacional.
Só se prevêem manifestações, grandes que sejam não são elas que irão resolver as grandes questões que precisam de ser resolvidas: a principal que é resolver a questão de todo o sistema económico social que este regime democrático não irá resolver nunca.
Irão haver manifestações sempre, no entanto é preciso algo mais e essa é uma questão fundamental que deve fazer reflectir quem tem coragem de fazer e pensar algo difererente e de agir de modo radical e diferente.

quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

REPRESSÃO NA ALEMANHA


Desde o dia 11 de Dezembro de 2009, a FAU berlinense (Freien ArbeiterInnen Union, secção alemã da AIT) está proibida de exercer actividade sindical. A sentença foi emitida sem que a FAU de Berlim tivesse conhecimento das medidas legais adoptadas pela Neue Babylon Berlin GmbH, empresa com a qual mantém um conflito laboral há vários meses. A sentença não se limita a privar a FAU-Berlim dos seus direitos sindicais no conflito com o cinema Babylon. A partir de agora a FAU-Berlim está proibida de se autodenominar “sindicato”!Contexto Desde Junho de 2009, a FAU de Berlim e a sua secção sindical no Babylon vêm lutando por um contrato colectivo de trabalho no único cinema semi-privado da cidade. Apesar de este cinema ser financiado com subsídios públicos, os seus trabalhadores recebem salários de miséria e não vêem os seus direitos laborais serem respeitados. Uma parte importante dos trabalhadores organizou-se dentro da FAU-Berlim. Este conflito, que representa a primeira grande luta laboral da relativamente pequena FAU-Berlim, teve eco não só na capital, mas em toda a Alemanha. Os anarco-sindicalistas em luta, um boicote muito eficiente e presente nos meios de comunicação, reivindicações inovadoras e de grande alcance, assim como a participação dos próprios trabalhadores (algo pouco habitual na Alemanha) tiveram uma grande repercussão na opinião pública. Quando a pressão exercida aumentou ao ponto de os gerentes do cinema não poderem continuar a negar-se a negociar, deu-se a intervenção não só de políticos, como também do sindicato Ver.di (filiado na central sindical DGB) que, sem possuir qualquer tipo de representação na empresa, iniciou negociações com o conselho directivo do Babylon. Os trabalhadores, apesar dos seus protestos, foram excluídos das negociações.Hoje sabe-se que, por detrás das negociações, houve um pacto estabelecido entre os partidos políticos do governo de Berlim, o sindicato Ver.di e o conselho directivo do cinema Babylon para tirar a FAU-Berlim do assunto e acalmar a situação. Mas apesar de tudo, os trabalhadores e a FAU recusaram-se a ser silenciados. A empresa reagiu com vários ataques jurídicos e o Ver.di com uma campanha de desprestígio contra a FAU. Primeiro, os boicotes – uma das principais formas de pressão utilizadas pela FAU-Berlim – foram proibidos por ordem judicial e colocou-se em dúvida a “capacidade para negociar acordos” da FAU (na Alemanha este é um pré-requisito para poder legalmente protagonizar lutas sindicais). Ao mesmo tempo, foram movidos outros processos em tribunal contra a FAU relacionados com a liberdade de expressão. Mas a FAU não se deixou amedrontar. Isto levou à última sentença do tribunal, que basicamente ilegaliza a FAU enquanto sindicato.A situação na AlemanhaDesde o início, a FAU-Berlim afirmou que neste conflito, por modesto que possa parecer, não se luta apenas por melhores condições laborais, mas também pela liberdade de organização sindical enquanto direito fundamental na Alemanha. Neste país não existe tradição sindical combativa desde 1933. O chamado “sindicato unitário” DGB possui na prática um monopólio corporativista protegido pela jurisprudência, que impede o aparecimento de sindicatos alternativos. A auto-organização e a descentralização dentro dos sindicatos não são encorajadas e não gozam de protecção legal na Alemanha.O modesto conflito da FAU Berlim no cinema Babylon demonstrou, pela primeira vez na história da República Federal da Alemanha, que existe uma alternativa sindical. A existência desta alternativa não pode ser tolerada pelos grandes sindicatos oficiais e pelos políticos, provavelmente temerosos de que a mesma se estenda como um vírus. A ilegalização da actividade sindical da FAU deve ser vista neste contexto. A sentença implica que não se possam construir sindicatos legalmente reconhecidos na Alemanha, uma vez que, paradoxalmente, a condição de sindicato depende do reconhecimento legal prévio. Os conflitos laborais levados a cabo sem esta “legalização”, sem a condição de sindicato oficialmente reconhecido, podem acarretar duras sanções jurídicas. A FAU-Berlim foi ameaçada, em duas ocasiões, com multas de 250 mil euros ou sentenças de prisão. Portanto, a FAU não pode desenvolver o seu trabalho sindical de forma legal, devido a esta determinação. De novo, os anarco-sindicalistas alemães vêem-se ameaçados com uma nova proibição, depois das de 1914 e 1933.A decisão judicial é especialmente escandalosa pelo facto de ser proferida num processo sumário, sem qualquer possibilidade de defesa. Isto deve-se também à ausência na Alemanha duma definição jurídica de sindicato e à arbitrariedade com a qual os poderes decidem em matéria sindical. A Alemanha assinou os acordos da OIT, mas na prática estes não existem, porque os grandes sindicatos, quase sempre em colaboração com o patronato, decidem o que é um sindicato e o que não é. Os sindicalistas tinham mais direitos com o Kaiser no século XIX e nos anos 1920 do que nos tempos actuais. A situação actual na Alemanha é semelhante à da Turquia, por exemplo, onde os sindicatos são ilegalizados com frequência.Obviamente, existe a possibilidade de recorrer desta sentença, mas a FAU de Berlim quer manter os pés bem assentes na terra: nesta altura, tudo é possível. O clientelismo político e a tentativa de acabar com qualquer iniciativa sindical de base são evidentes.ConsequênciasO alcance desta sentença é enorme e, a concretizar-se, será nefasto. Desde sexta-feira, a FAU-Berlim é um sindicato ilegalizado de facto. A sentença é, no essencial, extensível à FAU em toda a Alemanha. Ao estabelecer um precedente, repercutir-se-á automaticamente no movimento sindical e nos direitos d@s trabalhador@s em geral. Qualquer alternativa sindical será impossível se esta sentença fizer jurisprudência. Isto é uma novidade em termos de repressão anti-sindical na Alemanha. O patrão não só poderá escolher ele mesmo o sindicato com quem negociar, como também poderá decidir o que é e o que não é um sindicato. A auto-organização dos trabalhadores – seja no cinema Babylon ou em qualquer lado – foi bloqueada e o amordaçamento institucionalizado da classe trabalhadora intensificou-se ainda mais. O sindicato Ver.di também é culpado devido à sua intervenção anti-solidária, e é muito provável que tenha exercido pressão a favor da produção desta sentença, já que declarou por escrito que via na FAU uma rival contra a qual era necessário actuar.
Solidariedade!
A batalha pela liberdade sindical na Alemanha já começou. Toda a solidariedade é necessária. Denunciem este escândalo, protestem em frente das instituições alemãs e exijam que a sentença seja revogada e que a FAU veja respeitados todos os seus direitos enquanto sindicato!As vossas ideias são bem-vindas, mas fazemos algumas sugestões para acções solidárias:- Realizar acções de protesto em frente das representações diplomáticas alemãs (embaixadas, consulados, etc.) ou de qualquer outro representante da Alemanha nos vossos países;- Enviar cartas de protesto às embaixadas da Alemanha (remetendo uma cópia para o conselho directivo do cinema Babylon)- Enviar faxes de protesto dirigidos ao Tribunal de Berlim responsável.Em breve podereis encontrar toda a informação importante em http://www.fau.org/verbot. Incluir-se-á uma lista das representações diplomáticas alemãs, modelos de carta de protesto e os contactos necessários.Para sábado, dia 19 de Dezembro, foi convocada uma manifestação em Berlim. Qualquer acção que possam organizar em tão pouco tempo será bem-vinda. No entanto, a vossa solidariedade não tem que limitar-se a esta data – pode ser expressada em qualquer altura.Nota importante: É possível que a decisão seja revogada através de meios legais, mas não vamos ficar de braços cruzados à espera que isto ocorra. O simples facto de nos terem tão facilmente ilegalizado, mesmo que seja de forma provisória, requer uma resposta contundente. Ainda mais, sendo esta uma questão de vital importância para os nossos direitos enquanto trabalhadores na Alemanha.Contacto da FAU-Berlim: Lars Röm faub5@fau.org +49 1577-8491072Por favor, não se esqueçam de enviar informações acerca das vossas acções para os companheiros de Berlim (faub@fau.org)

TRABALHO ESCRAVO

Na continuação de um artigo anteriormente publicado no Boletim Anarco-Sindicalista, venho com o presente artigo denunciar com mais pormenores a situação de exploração laboral de que fui alvo.
Tendo eu trabalhado no Intermarchè de Vale Figueira (Almada), por meio de um estágio profissional de seis meses fui mandado embora por alegadamente não me poderem contratar pois “as vendas caíram” segundo explicação patronal.
Acontece que fui colocado no dito estabelecimento por uma Instituição Privada de Solidariedade Social que tem como função ajudar pessoas com deficiências.
Sendo eu portador de duas pequenas deficiências, de motricidade fina e outra de discalculia ( falta de raciocínio matemático, vertente matemática da dislexia) tive o “apoio” da tal instituição de nome Rumo (ligada ao centro de emprego.
A representante da instituição e monitora do estágio foi ao longo do tempo dizendo para eu não procurar trabalho porque sendo o estágio de apoio á colocação eu teria “li o meu futuro” e também as “portas abertas”, isto a partir da colocação de outra colega em Outubro que se encontrava nas mesmas condições por ter um deficiência física.
O Intermarché por seu lado tendo-me a trabalhar de borla ( pois era só a instituição que me pagava por mês 122 euros), chegando aos três últimos dias do estágio informou a monitora do estágio que não me podiam contratar ( não tinham nada a dizer do meu trabalho mas…).
Palpita-me que a informação da minha “demissão” digo assim porque eu não era funcionário da loja de facto mas sim da Rumo por assim dizer, estaria já há muito decidida porque desde há muito que me foi dito pela dita monitora que teria de esperar pela decisão de ficar ou ir embora até é data limite do estágio.
Claro que já se sabe que nestas situações depois dos estágios é rua na certa, pois nada há de garantido e trabalha-se só o temo que se estagiar, no meu caso trabalha-se e de borla com a promessa de integração social e laborar, e tudo para ajudar pessoas portadoras de várias deficiências e muitas delas graves.
Tudo isto para ajudar e ser “solidário” com só a Rumo soube fazer, ela que mais do que o Intermarché é a responsável por esta situação vergonhosa que se resume á exploração laboral e mais grave que tudo : de pessoas portadoras de deficiências.
Denuncie-se esta organização e também a loja Intermarché por fazer trabalhar de borla pessoas com as mais diversas incapacidades.

SOLIDARIEDADE COM OS 11

Retirado do forum da CNT-AIT de Caen:- http://cnt.ait.caen.free.fr/forum/viewtopic.php?f=13&t=6040
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Appel à la solidarité internationale contre la farce judiciaire du procès des 11 de Lisbonne
Le 22 janvier 2010, va commencer à Lisbonne un procès contre 11 personnes détenues dans le contexte de la répression policière d'une manifestation anti-autoritaire contre le fascisme et le capitalisme, réalisée à Lisbonne le 25 avril 20007. Cette manifestation venait en réaction visait à s'opposer à une une démonstration du parti d'extrême droite PNR. Les 11 compagnons, accusés d'outrage et rébellion et de désobéissance civile, risquent jusqu'à 5 ans de prison.
La section de l'AIT au Portugal appelle à la solidarité, y compris financière.
La manifestation du 25 avril 2007 avait été convoquée en réponse à la force croissante de l'extrême droite dans cette période, et notamment du parti PNR (Parti National Rénovateur) qui bénéficiait d'une grande couverture médiatique pendant que les skinhead né-nazis étaient plus nombreux dans les rues. Durant cette même période, celui qui a régné avec sa dictature militaire fasciste sur le Portugal pendant près de 40 ans, a m6eme été élu “meilleur portugais de tous les temps” dans un stupide concours télévisé !
Le message de la manifestation, réalisé le jour anniversaire de la chute du régime fasciste en 1974, était très clair : contre le fascisme, mais aussi contre le capitalisme et l'autorité.
La manifestation a commencé à 18 heures et a réuni plus de 500 personnes, ce qui est peu habituel au Portugal pour une manifestation au contenu anti-autoritaire et anticapitaliste.
La police a accompagné le cortège, mais n'est pas intervenue jusqu'à la fin, sur le Largo de Camões. Après la fin de la manifestation, un groupe de 150 personnes ont continué leur chemin à travers le quartier de de Chiado. Dans la Rue de Carmo, sans aucun avis, les CRS ont bloqué les deux issues de la rue et ont commencé à avancer, agressant tout le monde, manifestant et simples passants.
En conséquence de cette intervention policière, de nombreuses personnes ont été blessées, et 11 personnes furent arrêtées. Le commandement de la PSP (Police de Sécurité Publique) a immédiatement commencé une campagne dans les médias pour justifier l'intervention brutale des CRS, affirmant que les manifestants étaient en train de s'attaquer aux biens et aux personnes, qu'ils avaient été trouvés en train de préparer des cocktails molotov, et que la police n'était intervenue qu'après plusieurs sommations explicites infructueuses pour disperser les manifestants.
Rien de ceci n'est vrai. La police n'a chercher à disperser personne. Elle a seulement cherché à frapper les manifestants. Ceux qui ont eu la malchance de tomber au sol ont été très durement cognés par les CRS avec leurs matraques et leurs bottes. On a même entendu un des chefs de la police présent sur les lieux crier à ses collègues « Frappez ces cocos de merde !». La persécution des manifestants s'est prolongée dans les rues du Bas Lisbonne. Le nombre de personnes blessés est impossible à quantifier. Quant aux éventuelles ripostes contre des policiers, elles ne sont que le résultat d'une légitime auto-défense face à une agression violente caractérisée et disproportionnée.
Parce que nous sommes en totale solidarité avec les motivations et le contenu de la manifestation du 25 avril 2007, et parce que les inculpés dans ce procès pourraient être n'importe lequel d'entre nous, nous faisons un appel à la solidarité internationale contre la farce judiciaire qui doit se tenir début janvier au Tribunal du Parc des Nations de Lisbonne. Très symboliquement, ce « palais de justice de Lisbonne» se trouve en plein coeur d'un centre commercial, entouré de demeures de luxes pour riches. Tout un programme ...
La meilleure démonstration qu'il s'agit d'une farce est d'ailleurs le report du procès, qui était initialement prévu le 7 décembre 2009. En effet à l'ouverture du procès, dans un tribunal qui pour l'occasion était littéralement truffé de policiers en uniforme comme en civil, le juge ne pu que constater que les notifications aux accusés n'avaient pas été faites et dû donc reporter immédiatement le procès. Même si apparemment les compagnons sont déjà jugés coupables par avance, la Justice se doit de garder un semblant de légalité ...
D'après un courrier de la section de l'AIT au Portugal

domingo, 27 de Dezembro de 2009

OS MEUS ANOS NO CCL


Descobri o CCL em finais dos anos noventa, sendo seu frequentador á cerca de doze anos (para mim uma vida), sendo sócio não de imediato mas poucos anos mais tarde.
Não escreverei um texto muito grande nem lamechas em relação ao processo que mexe actualmente com os nossos sentimentos e vivências e tudo o que nos liga ao centro.
Tomei conhecimento do centro por um colega de escola, enquanto procurava um espaço libertário onde me pudesse dirigir para tomar conhecimento das ideias e acções realizadas em Portugal, visto que o conhecimento que tinha em relação ao anarquismo era puramente histórico.
Fui bem recebido no centro pelos companheiros de então e pelos que como eu ainda o frequentam e nele trabalham.
Primeiro tomei o pulso ao que se ia passando e fazendo, depois fui participando timidamente, fui convidado por companheiros a fazer algo: escrever, realizar debates etc…
Foi no centro que assisti a alguns dos mais interessantes debates e também conversas da minha vida, e foi lá onde também realizei muitos que me deram um imenso prazer por poder partilhar as minhas ideias pessoais com os outros.
Lembro-me particularmente de um debate que realizei baseado no livro “Manifesto do Unabomber” onde apenas compareceram duas pessoas, mesmo assim ele foi avante e tornou-se numa amena conversa.
Enquanto ia amadurecendo o meu pensamento acrata e ia enriquecendo a minha cultura tomei conhecimento da existência da AIT e sua secção portuguesa, fui convidado a integrar a organização e assim o fiz por entender o anarco-sindicalismo como a forma que mais me agradava e mais confiava de organização anarquista dos trabalhadores.
Mas nem só de ideias vive o centro e nem eu, pois criei laços afectivos e de amizade com pessoas que admiro e me orgulho de ter conhecido.
Porque o CCL é isto:
Um caldo de vivências, inteligências e pessoas com muito para dar no campo do pensamento e da acção.

Por isso: devemos travar um luta avassaladora e sem tréguas para salvar o que é NOSSO.